sábado, 12 de março de 2011

Da Lectio Divina

Fui à lectio divina na Catedral, que é uma leitura da palavra, com reflexões e cantos, dirigida pelo bispo de Goiânia, e vai ser realizada todo sábado da quaresma, após a missa das 18h. Eu amei esse período de reflexão, porque você está ali somente para orar e adorar.

Eu sinto que este período da quaresma vai ser diferente, talvez porque eu esteja fazendo crisma, e tudo esteja se movendo, então eu sinto no meu coração, e peço pela minha sincera conversão ao Senhor.

Algumas coisas acontecem na vida, que te tocam, e você simplesmente sabe.
Isso aconteceu comigo uma das vezes que escutei aquele episódio dos discípulos de Emaús, que após a crucificação de Jesus estavam na estrada, quando Jesus pôs-se a caminhar com eles e após explicar as Escrituras foi convidado a permanecer, sendo apenas reconhecido ao partir o pão: 

"Então um disse ao outro: Não estava nosso coração ardendo quando ele falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"

É isso, eles não reconheceram Jesus, mas o coração sabia..... o coração ardia pelo conhecimento da verdade! Acho que o coração sempre sabe. Mas como reconhecer e entender o que o coração já sabe???? Essa é a grande pergunta! Algumas vezes eu reconheço quando diante de várias opções faço uma escolha e sou invadida pela sensação de paz... aí eu sei, que é a decisão correta pra mim e diante de Deus.

Aí voltando à quaresma, tenho de fazer um grande exame de consciência, pra poder me confessar da forma correta. E isso é muito difícil diante do conhecimento da verdade, a qual não é fácil de admitir.

A primeira das minhas reflexões diz respeito à forma como vejo as outras pessoas e como sou vista por elas... não gosto de muitas pessoas.... então me pergunto o quão distante de Deus eu estou, se não amo de verdade seus filhos. Existem algumas pessoas que eu de fato amo com devoção, e estas por exemplo, são as poucas que acessam esse blog.  Daí que, posso chegar a outra constatação,  no quanto devo ser falsa, para aquelas pessoas que me tem em grande consideração e que me veem de determinada forma, a qual eu de fato jamais conseguiria sentir de verdade.    Culpada!

Eu sempre fui uma pessoa muito sozinha, mesmo quando criança, lembro de ficar horas em contemplação ou em leitura, sem viva alma que me tocasse.... talvez porque em meu coração sempre tive a companhia de minha Mãezinha Santíssima, desde que era criança (uma vez estava chorando por algo que não me lembro e ela cantou uma canção de ninar pra mim). Assim, nem sempre eu sinto necessidade de me comunicar com as pessoas, de falar com elas, e muito menos, de me fazer entendida por elas.

E talvez, e provavelmente essa seja a grande verdade, seja este o motivo porque estou sempre só... é que provavelmente ergui muralhas em volta do meu coração.... e se existem muros, como alguém pode chegar até lá senão por graça e desejo de Deus? Já não digo que tenho o coração seco, porque não é assim... e por estranho e sinistro que essa afirmação possa soar, nisso também devo agradecer a uma criaturinha que Deus pôs sob meus cuidados, que adoçou e alegrou minha vida... e me ensinou como é sentir falta quando não estou junto, e sentir um aperto no peito quando não estou perto, em como é pensar em outro ser.... 

É que somos sempre crianças pra Deus, e Ele tem coisas tão básicas pra nos ensinar! E eu espero estar aprendendo!

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